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[Artigo] O Pior Cego…

vendoNegar o óbvio e disfarçar as evidências significa assumir a incapacidade de enfrentar a realidade e tomar as decisões que precisam ser tomadas. Muitos empresários não se sentem confortáveis em lidar com essa situação. Admitir que um planejamento foi elaborado e executado de forma equivocada, que uma decisão foi tomada sem conhecimento suficiente, que resultados não foram alcançados devido a falhas “infantis”, não demitir um colaborador que não produz só por que ele é amigo do chefe, dentre outras práticas, significa sair de uma zona de conforto, e deixar de lado as vitórias obtidas no passado, alicerçadas na arrogância e falta de humildade.

A questão mais intrigante é o por quê de tantos líderes inteligentes se recusarem a aceitar fatos que ameaçam suas empresas e carreiras, se negando a agir para mudar a situação. Esse é um dos questionamentos abordados no recente livro de Richard S. Tedlow, Miopia Corporativa. O autor aborda os problemas que a negação de fatos evidentes pode provocar, e, em muitos casos impedir a tomada das melhores decisões.

O ponto em questão aqui é o mal que o excesso de confiança, a autoafirmação, a arrogância ou posição alcançada dentro da empresa ou pela empresa trás como consequência quando se fecha os olhos para o futuro e mergulha-se num estado hipnótico de contemplação das vitórias passadas.

Não há como negar o fascínio que o poder e o sucesso provocam, porém, embriagar-se e desconectar pessoas e empresas do mundo real é um erro fatal, ainda mais porque o mundo e as pessoas não param de evoluir, e o que se faz ou se conquistou até hoje, pode não ser um diferencial amanhã. Tais padrões comportamentais contribuem para o fracasso ou o êxito de alguns projetos empresarias, uma vez que desarmam a empresa do bom senso e poder de reação, transportando-a para um estado de inércia, refém de velhos hábitos recheados de vaidades.

Nesse estágio, o mercado, os clientes e consumidores deixaram de ser prioridades, o que interessa são as ações para alimentar o ego. É como se a empresa e/ou empresário se enclausurasse em suas verdades, vaidades, paradigmas e cultura corporativa, e não quisesse ver o mundo dinâmico que tão de perto os rodeia.

Segundo o autor, no mundo dos negócios, muitas empresas entram em estado de negação enquanto seus desafios se transformam em crises. Como o alcoólatra que afirma beber apenas socialmente. Encarar os fatos e saber contorna-los, por mais duros que sejam, é o que distingue os grandes líderes e as grandes empresas das demais.

Roberto Duarte, à Revista Ótima S/A.

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[Artigo] Gestão no Fio da Navalha

GESTAOOs desafios empresariais estão cada vez maiores e mais críticos. A perda do controle, a incessante busca pela redução de custos, as alterações em leis e regulamentações e a fragmentação das atividades são alguns exemplos das atuais dificuldades que comprovam a urgência do conhecimento dentro das organizações. Conhecimento que proporciona aos empresários/empreendedores a real consciência da importância e necessidade de se ter um maior domínio na gestão dos seus negócios, de forma a preparar e posicioná-los frente aos novos mercados e concorrentes.Em alguns casos, significa sobrevivência.

É o que acontece nos processos de recuperação judicial, em que a empresa passa por uma completa reestruturação. Há alguns sinais claros e evidentes de perda de controle, sendo a dependência constante de capital externo (empréstimos, financiamentos, agiotas, entre outros), tratar o caixa da empresa como caixa pessoal, atrasos constantes de salários de funcionários e pagamentos a fornecedores e o não uso de indicadores gerencias aplicados ao negócio, ou seja, gestão ao relento, sem saber para onde, como e de que forma chegar. Essa perda de controle faz dos gestores uma arma contra sua própria organização, refém dos seus próprios sentimentos e necessidades.

Palavras como missão, visão, estratégia, reestruturação, planejamento, gestão estratégica de custos, entre outras, são “comidas e devoradas” pela competitividade no mercado diariamente e, enquanto estas figurarem apenas como nomes bonitos, charmosos ou bizarros, e não forem aplicadas no dia a dia na gestão das empresas, infelizmente, muitos assistirão suas organizações sendo engolidas pelos concorrentes ou em última instância expulsas do mercado.

Assim como para o uso da navalha que requer conhecimento, habilidade e experiência, na gestão, qualquer erro pode deixar marcas irreversíveis e deixar o cliente (empresa) descontente e, dependendo do acidente, “adeus”. De tal feita, empreendimentos que nascem como sonhos, porém, sem a devida gestão, podem desaparecer como nuvens levadas pelo vento.

Roberto Duarte, à Revista Ótima S/A.

 

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