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[Artigo] Gestão no Fio da Navalha

GESTAOOs desafios empresariais estão cada vez maiores e mais críticos. A perda do controle, a incessante busca pela redução de custos, as alterações em leis e regulamentações e a fragmentação das atividades são alguns exemplos das atuais dificuldades que comprovam a urgência do conhecimento dentro das organizações. Conhecimento que proporciona aos empresários/empreendedores a real consciência da importância e necessidade de se ter um maior domínio na gestão dos seus negócios, de forma a preparar e posicioná-los frente aos novos mercados e concorrentes.Em alguns casos, significa sobrevivência.

É o que acontece nos processos de recuperação judicial, em que a empresa passa por uma completa reestruturação. Há alguns sinais claros e evidentes de perda de controle, sendo a dependência constante de capital externo (empréstimos, financiamentos, agiotas, entre outros), tratar o caixa da empresa como caixa pessoal, atrasos constantes de salários de funcionários e pagamentos a fornecedores e o não uso de indicadores gerencias aplicados ao negócio, ou seja, gestão ao relento, sem saber para onde, como e de que forma chegar. Essa perda de controle faz dos gestores uma arma contra sua própria organização, refém dos seus próprios sentimentos e necessidades.

Palavras como missão, visão, estratégia, reestruturação, planejamento, gestão estratégica de custos, entre outras, são “comidas e devoradas” pela competitividade no mercado diariamente e, enquanto estas figurarem apenas como nomes bonitos, charmosos ou bizarros, e não forem aplicadas no dia a dia na gestão das empresas, infelizmente, muitos assistirão suas organizações sendo engolidas pelos concorrentes ou em última instância expulsas do mercado.

Assim como para o uso da navalha que requer conhecimento, habilidade e experiência, na gestão, qualquer erro pode deixar marcas irreversíveis e deixar o cliente (empresa) descontente e, dependendo do acidente, “adeus”. De tal feita, empreendimentos que nascem como sonhos, porém, sem a devida gestão, podem desaparecer como nuvens levadas pelo vento.

Roberto Duarte, à Revista Ótima S/A.

 

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